ONU encontra os refugiados
Enquanto os ataques aéreos da Otan entravam em seu 17º dia, a agência de refugiados da ONU, Acnur, aparentemente resolveu o mistério dos 10 mil refugiados albaneses de Kosovo que desapareceram na quarta-feira, dizendo que os localizou na Macedônia e na vizinha Albânia.
A ministra da Imigração do Canadá, Lucienne Robillard, afirmou que a chefe do Acnur, Sadako Ogata, havia decidido que a agência não precisará que países ocidentais recebam por enquanto refugiados de Kosovo, mas a informação não pôde ser imediatamente confirmada.
A Grã-Bretanha denunciou que estavam surgindo as mais terríveis notícias de atrocidades em Kosovo, incluindo relatos de corpos de refugiados sendo queimados e enterrados em valas comuns.
O comandante do Estado Maior, general Charles Guthrie, disse que 35 pessoas foram massacradas em uma vila. Outras notícias davam conta de quatro caminhões de corpos sendo enterrados e um caminhão carregado de corpos queimados, garantiu ele.
No campo na Iugoslávia, a Otan admitiu que uma de três bombas disparadas contra o principal centro de telefones da capital kosovar de Pristina, na terça-feira, atingiu uma aérea residencial. Autoridades iugoslavas afirmaram que 10 pessoas foram mortas.
O porta-voz militar da Otan, David Wilby, disse que o centro era um alvo crítico porque estava sendo usado para comunicações entre Belgrado e forças sérvias em Kosovo. Ele afirmou que a Otan lamenta a perda de qualquer vida humana.
A Otan anunciou que seus aviões haviam destruído vários veículos blindados, uma base de mísseis terra-ar e outros armamentos sérvios na quinta-feira. Mas Wilby acrescentou que o tempo voltou-se contra nós, prejudicando as operações na quinta-feira e ontem.
Tem havido uma concentração de forças sérvias no norte de Kosovo e nenhuma evidência de retirada, acrescentou ele.
Forças sérvias bombardearam guerrilheiros do Exército de Libertação de Kosovo (ELK) na fronteira com a Albânia, matando quatro, disseram oficiais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).France PresseKosovares tentam, como podem, descansar em meio às dificuldadesReuters





