ONU e governo firmam acordo sobre missão
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Folhapress 
São Paulo - A Organização das Nações Unidas (ONU) e o governo da Síria assinaram ontem em Damasco acordo para enviar uma missão para supervisionar o cessar-fogo no país.
Um comunicado do mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, afirma que o governo sírio e as Nações Unidas chegaram a um acordo sobre as bases de um ''protocolo'' para o envio de mais observadores.
Ahmad Fawzi, porta-voz de Kofi Annan, disse que o objetivo é vigiar e consolidar o fim da violência de todas as partes e formas e que a missão deve contar com 300 observadores.
''Este acordo detalha as funções dos observadores no cumprimento de seu mandato na Síria e a tarefas e responsabilidades do governo sírio a respeito'', acrescentou o porta-voz.
O escritório de Annan confirmou ainda que estão ocorrendo conversas com os grupos armados da oposição sobre o plano da ONU. Fawzi destacou que ''uma equipe eficaz de observação no terreno é vital se o objetivo é que as vidas das famílias sírias voltem lentamente ao normal''.
O porta-voz de Annan parabenizou a aprovação da missão, mas advertiu que ''a parte difícil vem agora: um autêntico diálogo político liderado pelos próprios sírios que assuma as preocupações e as aspirações legitimas do povo''.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, em carta ao Conselho de Segurança da organização, que a Síria não cumpriu suas obrigações determinadas por um plano de paz que previa a retirada de tropas e armamentos pesados de áreas urbanas.
Ele afirma que apesar de uma forte queda nos níveis de violência no dia 12 de abril, quando o cessar-fogo foi declarado, incidentes violentos voltaram a acontecer nos últimos dias e o número de vítimas subiu, levando à conclusão de que ''o término da violência armada em todas as suas formas está, portanto, claramente incompleto''.
Uma equipe de seis observadores chegou esta semana à Síria, como parte do plano de paz negociado pelo enviado da ONU Kofi Annan, mas Ban Ki-moon pediu ao Conselho de Segurança que o número de observadores no país seja ampliado para 300.
Ban também afirmou que os observadores foram impedidos de ir até a cidade de Homs, local que mais sofreu com a violência dos últimos meses entre militantes e forças do governo.
O governo sírio justificou a decisão dizendo que havia ''preocupações com a segurança'' da missão, mas que os observadores puderam se movimentar livremente durante a visita a Deraa.


