O governo libanês garantiu ontem que instituirá a ordem no sul do Líbano em uma tentativa de atender às reclamações dos moradores da região devido à falta de segurança após a saída das tropas israelenses.
Dois dias após o início da histórica retirada israelense, o enviado das Nações Unidas, Terje Roed Larsen, começou a discutir em Beirute qual a melhor forma de estabelecer a ordem na área.
Um perigoso ‘‘vácuo de segurança’’ foi criado no sul do Líbano depois da saída dos soldados israelenses e do Exército do Sul do Líbano (ESL, milícia pró-Israel), cuja maior parte dos membros rendeu-se às forças armadas libanesas ou à guerrilha fundamentalista Hezbollah.
A falta de segurança é agravada pela presença não só do Hezbollah, grupo xiita pró-iraniano, mas também de outros grupos de diversas filiações políticas e religiosas que já começaram a fazer reivindicações.
Segundo a imprensa de Beirute, o exército poderia ser enviado ao sul do país só depois de a ONU deslocar seus capacetes azuis, cujo aumento do efetivo de 4.500 para 5.600 unidades já foi recomendado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
Em Jerusalém, o primeiro-ministro israelense Ehud Barak fez ao Líbano um convite aberto à paz e, simultaneamente, advertiu que qualquer tentativa de grupos guerrilheiros de atacar o Estado judeu será considerada ‘‘um ato de guerra’’, pelo qual Líbano e Síria serão considerados responsáveis.
Barak fez as declarações em Kiriat Shemona, a cidade da Alta Galiléia que nos últimos 22 anos sofreu ataques dos mísseis lançados pelo Hezbollah.

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