ONU duvida de credibilidade de referendo
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, afirmou ontem que duvida da credibilidade do referendo constitucional do último domingo, na Síria, em que cerca de 90% dos votantes optaram pelo novo texto.
O chefe da organização disse que a situação de violência e a repressão que sofre o país tira a legitimidade da consulta popular. ''Ainda que uma nova Constituição e o fim do monopólio político do partido Baath no poder poderiam ser parte de uma solução política, um referendo deve acontecer em condições livres de violência e intimidação''.
Em comunicado, Ban Ki-Moon ainda declarou que a prioridade na Síria é o fim da violência para que se inicie um processo político ''que responda às aspirações diplomáticas dos cidadãos''.
A artilharia síria bombardeou ontem áreas rebeldes de Homs, antes do anúncio pelo governo de que uma nova Constituição foi aprovada no referendo de domingo. Mais foguetes e projéteis caíram em bairros sunitas de Homs, epicentro dos 11 meses de rebelião contra o regime de Assad.
Pelo menos 64 pessoas morreram ontem após um ataque de homens armados em um posto policial na província de Homs, no centro do país, segundo os grupo opositores Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, e Comitês de Coordenação Local.
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, a ação, que foi qualificada de ''massacre'', aconteceu em um campo entre os povoados de Ram al Amz e Shandajiyeh. Segundo os opositores, os corpos apresentavam marcas de tiros e golpes de armas brancas.
Já o Comitê de Coordenação Local diz que os mortos tentavam fugir dos bombardeios que atingem a capital da província e o bairro de Baba Amro. O grupo afirma que 47 mortos foram encontrados nas regiões de Ghajar e Tanota e Shandajiyeh.
Os restos mortais foram levados ao hospital da cidade de Homs, centro da revolta entre os rebeldes e o regime de Bashar al Assad. A cidade é bombardeada há três semanas por forças do governo sírio.


