O Conselho de Segurança da ONU ‘‘deplorou’’ ontem a decisão do Iraque de proibir o trabalho de um grupo de inspeção de armas liderado pelo americano Scott Ritter e a considerou uma ‘‘violação clara e inaceitável’’ de resoluções das Nações Unidas. A declaração foi aprovada por unanimidade.
Numa versão amenizada da proposta redigida pelos Estados Unidos, o conselho deu seu respaldo ao chefe da Comissão Especial da ONU, o australiano Richard Butler, que manterá segunda-feira em Bagdá conversações sobre a atual crise. Butler exigirá acesso irrestrito a todos os lugares suspeitos de esconder armamento de destruição em massa, incluindo os palácios do ditador Saddam Hussein.
A declaração da ONU foi aprovada depois que o Iraque impediu, pelo segundo dia consecutivo, o trabalho da equipe da ONU. A justificativa do Iraque para a proibição dos trabalhos foram novas indicações de que os EUA estão dispostos a usar a força para conter o desafio iraquiano. ‘‘Estamos perseguindo e esgotando as opções diplomáticas disponíveis’’, disse o porta-voz da Casa Branca, Mike McCurry.
Na véspera, ele já assinalara a disposição americana de agir por conta própria se for necessário. Os EUA mantêm uma grande presença militar no Golfo, incluindo dois porta-aviões.

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