São Paulo- Ao menos 85 pessoas morreram ontem em diferentes ataques ocorridos em Bagdá. Na pior ação, duas explosões de carros-bomba atingiram a Universidade de Mustansiriya, ao nordeste da capital, matando 60 pessoas e ferindo 110, segundo informações do Ministério do Interior.
Os ataques ocorrem no mesmo dia em que o chefe da Missão de Assistência para o Iraque da Organização das Nações Unidas (ONU), Gianni Magazzeni, anunciou as mortes de 34.500 mil civis no Iraque em 2006.
O número fica bem acima dos cerca de 12 mil divulgados anteriormente pelo governo iraquiano.
Segundo Magazzeni, 34.452 civis morreram e 36.685 ficaram feridos no país em 2006, segundo dados do Ministério iraquiano da Saúde e do IML (Instituto Médico Legal) de Bagdá.
De acordo com o chefe da missão da ONU, 6.376 civis morreram de forma violenta entre novembro e dezembro no Iraque - 4.731 em Bagdá, em sua maior parte em ataques a tiros.
Ele ressalta que houve uma ligeira queda no número de mortes em relação aos dois meses anteriores, durante o qual se registrou 7.047 mortes entre civis.
Grande parte da violência é atribuída às milícias xiitas, em particular o Exército de Mahdi, grupo leal ao clérigo radical Muqtada al Sadr, aliado do premiê iraquiano, Nouri al Maliki. Dezenas de corpos são encontrados diariamente nas ruas de Bagdá, muitos deles com sinais de tortura.
''As principais causas da violência sectária estão nos assassinatos por vingança e na sensação de impunidade devido às constantes violações aos direitos humanos'', disse a agência da ONU, pedindo que o governo do Iraque aumente os esforços para restaurar e a lei e a ordem.
O Ministério iraquiano da Saúde não confirmou os dados contidos no relatório, mas o governo já refutou dados anteriores divulgados pela ONU, qualificando-os de ''imprecisos e exagerados''.

mockup