São Paulo - O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou ontem, por 14 votos contra um, uma resolução que dá prazo de um mês para que o Irã acabe com o programa de enriquecimento de urânio processo que gera combustível para usinas nucleares e também pode ser usado para a criação de bombas atômicas.
Os cinco membros permanentes do CS (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia) e a Alemanha conseguiram um acordo, aprovado ontem em votação. Agora, o Irã tem até 31 de agosto para suspender em caráter obrigatório suas atividades de enriquecimento de urânio. Caso o requisito da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não seja atendido, poderá haver sanções.
Mahmoud Alhmadinejad, presidente do Irã, disse ontem (antes da votação) que a crise no Líbano forçou seu governo a reconsiderar o pacote de incentivos oferecido pela comunidade internacional, embora tenha mantido a data de 22 de agosto para dar uma resposta à oferta.
O porta-voz do ministro iraniano das Relações Exteriores , Hamid Reza Asefi, já havia dito que a adoção de resolução contra o Irã desencadearia uma crise maior no Oriente Médio.
Os seis países que negociam com o Irã apresentaram em 6 de junho, através do Alto Representante para a Política Externa da União Européia, Javier Solana, uma proposta de incentivos para persuadir o Irã a suspender suas atividades de enriquecimento de urânio.
O governo americano se diz convencido de que o Irã pretende construir armas nucleares com o enriquecimento de urânio. O Irã nega, alegando que seu programa tem fins pacíficos.

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