Nova York - O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade ontem uma declaração não-vinculante que dá ao Irã 30 dias para cumprir as exigências de deixar de lado as atividades de enriquecimento de urânio.
Os 15 membros do Conselho aprovaram o texto, fechado pouco antes pelos cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia), na véspera de uma reunião em Berlim entre os chanceleres de Grã-Bretanha, China, França, Alemanha, Rússia e Estados Unidos.
O texto pede à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que preste contas ao Conselho de Segurança sobre o acatamento pelo Irã de suas demandas em um prazo de 30 dias. Em seguida, o Conselho discutirá esse relatório, indicou o embaixador britânico na ONU, Emyr Jones Parry, depois que o texto foi aprovado pelos cinco membros permanentes.
Na declaração aprovada, o Conselho convoca o Irã a ''tomar as medidas requeridas pela AIEA, essenciais para estabelecer a confiança (da comunidade internacional) no caráter exclusivamente pacífico de seu programa nuclear''.
Destaca ainda ''a importância particular de retomar de forma completa e duradoura a suspensão de toda atividade ligada ao enriquecimento de urânio (...) e que isso seja comprovado pela AIEA''.
O Conselho fazia consultas há quase três semanas, tentando chegar a um acordo sobre um texto que pedisse ao Irã que abandonasse o enriquecimento de urânio, atividade que poderia levar à fabricação de uma arma nuclear.

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