ONU contesta massacre em Jenin
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quinta-feira, 01 de agosto de 2002
Agência EFE 
Nações UnidasUm relatório das Nações Unidas sobre as incursões do exército israelense na cidade cisjordaniana de Jenin culpa palestinos e israelenses pelas mortes de civis, e não considera a ação israelense um ''massacre''. O relatório foi preparado a pedido da Assembléia Geral da ONU e sem que nenhuma equipe da ONU viajasse ao local, só tomando como referência relatórios de jornais, de governos interessados no tema e de organizações não-governamentais.
A ONU pediu a Israel e aos palestinos que enviassem informação sobre as incursões do exército israelense em cidades palestinas, mas só os palestinos responderam ao pedido.
''De particular preocupação é o fato de os combatentes de ambos os lados terem posto em perigo a segurança dos civis'', assinala o relatório.
O documento explica que em algumas ocasiões as forças armadas israelenses utilizaram armas pesadas em áreas habitadas por civis, mas também culpa os combatentes palestinos de misturar-se com a população civil.
ANP contestaA Autoridade Nacional Palestina (ANP) desprezou as conclusões de um relatório da ONU sobre os acontecimentos no campo de refugiados de Jenin, divulgado em Nova York porque não se baseiam em uma investigação ''in situ'' (no local) mas em outros relatórios.
''O mais importante é que a ONU deveria ter mandado uma equipe de investigação, mas Israel não lhe permitiu fazer seu trabalho'', disse à EFE o principal negociador palestino, Saeb Erekat.
Atentado em JerusalémO presidente dos EUA, George W. Bush, se declarou ''furioso'' ontem pelo atentado terrorista cometido quarta-feira pelo grupo fundamentalista islâmico Hamas na Universidade Hebraica de Jerusalém, que custou a vida de sete pessoas, entre elas cinco norte-americanos.
Bush falou à imprensa ao lado do rei Abdala da Jordânia, com quem se reuniu para discutir formas de avançar em sua ''visão'' para conseguir a paz no Oriente Médio num prazo de três anos.
Eleições ameaçadasAs eleições presidenciais e parlamentares palestinas previstas para o próximo mês de janeiro podem ser adiadas se a ocupação israelense continuar, afirmou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat.


