São Paulo - Cerca de 350 toneladas de explosivos convencionais que podem ser utilizados em mísseis convencionais ou nucleares desapareceram de um depósito de armas no Iraque que não estava sob vigilância, informou ontem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O serviço de informação da AIEA confirmou em Viena (Áustria) a notícia publicada no jornal ''The New York Times'' de ontem, que revela que o governo interino iraquiano entrou em contato com a agência para expressar sua preocupação por este desaparecimento.
Os materiais podem ser utilizados na fabricação de uma bomba nuclear, disse Melissa Flemming, porta-voz da AIEA, acrescentando que a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) também está preocupada pela possibilidade destes potentes explosivos terem caído ''em mãos erradas, de terroristas''.
Segundo o jornal nova-iorquino, ''a enorme instalação chamada Al-Qaaqa que se supunha que estava sob controle americano, agora é um local abandonado onde os saqueadores atuavam''.
Três pessoas morreram e 21 ficaram feridas em enfrentamentos entre rebeldes e marines americanos (fuzileiros navais), na manhã de ontem, em Ramadi, segundo o hospital da cidade sunita localizada no oeste do Iraque. O Exército americano ressaltou ainda que duas bombas caseiras explodiram na passagem de um comboio militar, mas não provocaram vítimas entre os marines.
No último sábado, um ataque de rebeldes iraquianos matou 49 soldados iraquianos desarmados a maioria morreu com tiros na cabeça após serem rendidos. A ação, reivindicada pelo terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi, reforçou a suspeita de que os serviços de segurança do país estejam infiltrados.
Os soldados iraquianos voltavam para casa em três microônibus depois de um curso de treinamento no campo militar Kirkush, no nordeste de Bagdá, quando foram parados por insurgentes perto da fronteira com o Irã, cerca de 160 quilômetros a leste de Bagdá.

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