ONU condena violações cometidas por Damasco
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
Diogo Bercito Folhapress 
Jerusalém - A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou ontem uma resolução condenando as violações aos direitos humanos cometidas pelo regime sírio, pedindo que haja "rápida" transição política.
A declaração teve 107 votos a favor. Rússia, China, Síria, Irã e Coreia do Norte estão entre os 12 países que se opuseram à resolução e 59 se abstiveram, entre eles Brasil, África do Sul e Índia. O texto foi preparado por países do golfo e contou com menos apoio do que um similar, apresentado à Assembleia Geral no ano passado, que recebeu 133 votos.
A resolução não tem força legal, mas serve como condenação política ao regime do ditador Bashar Al Assad.
Bashar Jafari, embaixador sírio nas Nações Unidas, havia pedido antes da votação que os Estados-membros ficassem contra esse texto. A proposta foi apoiada por países árabes e criticada pela Rússia. Nenhum Estado-membro tem o poder de veto na Assembleia Geral.
O rascunho da proposta foi elaborado pelo Catar, que acusa Síria de violar sistematicamente os direitos humanos, ao escalar o uso de armas pesadas em áreas civis. A resolução, além de condenar as autoridades sírias, aceita a Coalizão Nacional Síria como "um representante efetivo necessário para a transição política".
O embaixador Jafari criticou, durante seu discurso, o apoio à coalizão e a entrega de armas à oposição na Síria. Rússia, China e Irã - três aliados de Assad - também criticaram a proposta em discussão.
Para Mohammad Khazaee, embaixador iraniano na ONU, a resolução é um "desvio" dos princípios da ONU. O conflito entre insurgentes e regime foi iniciado em março de 2011. A ONU atualizou sua estimativa de vítimas, afirmando que mais de 80 mil pessoas já foram mortas. O número divulgado em fevereiro estimava 70 mil.


