ONU condena situação dos Direitos Humanos na Colômbia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de março de 2010
France Presse 
A alta comissária da ONU para direitos humanos publicou relatório crítico à situação da Colômbia, no qual denuncia a insegurança dos defensores dos direitos humanos e sua ''estigmatização'', inclusive por membros do governo de Alvaro Uribe.
''Continuam existindo na Colômbia atitudes de assédio e perseguição aos defensores dos direitos humanos e suas famílias'', escreveu na conclusão do documento, publicado na terça-feira, a alta comissária Navi Pillay, que esteve no país em setembro de 2009.
''A alta comissária está profundamente preocupada com o ampliado fenômeno de ameaças contra os defensores dos direitos humanos'', acrescentou, no documento que será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, em 24 de março.
Embora reconheça que ''a situação global de segurança do país melhorou'' com a implementação da política de segurança democrática do presidente Uribe, Navi Pillay dedicou o relatório a uma longa lista de setores que, segundo ela, estão ameaçados: sindicalistas, líderes de comunidades indígenas, afro-colombianos, representantes de populações deslocadas, magistrados, advogados e jornalistas.
No documento, a ONU mencionou assassinatos, alguns deles com tortura, bem como ameaças e perseguições. Estas ameaças ocorrem ''por meio de panfletos, notas necrológicas, correio eletrônico, ligações'' telefônicas, citou Pillay, lamentando o ''clima de terror'' que têm gerado.
O Estado colombiano, por sua vez, reiterou o compromisso ''de continuar avançando na conquista da plena vigência dos direitos que envolvem a dignidade humana, as liberdades e a não discriminação''.


