São Paulo - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e os membros do Conselho de Segurança da organização consideraram ''atrozes'' os atentados que aconteceram ontem na Síria. Pelo menos 55 pessoas morreram em duas explosões na capital Damasco.
''Os membros do Conselho de Segurança condenam nos termos mais enérgicos os ataques terroristas ocorridos em Damasco e que causaram numerosos mortos e feridos''.
Além da condenação, o conselho pediu o cumprimento das resoluções do plano de paz proposto pelo enviado especial da organização, Kofi Annan, ao governo e à oposição do país árabe. A ONU também pede respeito à missão de observadores, que percorre o país desde abril.
Mais cedo, o embaixador sírio na organização, Bashar Jafari, informou ao Conselho de Segurança que houve um atentado similar ao ocorrido em Damasco na cidade de Aleppo, no norte do país, ao mesmo tempo que acontecia a ação na capital síria.
De acordo com o representante do regime sírio, o ataque causou ''vítimas civis e danos enormes sobre propriedades privadas''. Segundo Jafari, as ações foram organizadas ''pelo mesmo grupo responsável por atentados em Nova York, Madri e Londres'', em referência à rede terrorista Al Qaeda.
O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal componente da oposição, acusou o governo de montar um cenário de devastação colocando corpos de vítimas da repressão nos locais dos atentados. ''O regime rouba os corpos de mártires e os coloca nos locais dos ataques'', indicou o CNS.
Um de seus membros, Samir Nachar, lamentou também ''a lentidão da comunidade internacional'' que dá mais ''tempo ao regime para cometer esses atos''.
Já os militantes contrários ao regime pediram aos moradores da capital que protestem na sexta-feira para ''se revoltar'' contra o regime ''assassino''.(Das Agências)

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