Bagdá Os especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque iniciaram ontem uma nova rodada de inspeções, a poucas horas de receber dos dirigentes iraquianos um documento detalhado sobre os programas de desenvolvimento militar de Bagdá.
Um comboio de veículos da Organização das Nações Unidas partiu pouco antes da 3h30 (horário de Brasília) da sede da ONU em Bagdá seguido por jornalistas e representantes do organismos iraquiano de controle de armamento.
As equipes da Comissão de Controle da ONU e da Agência de Energia Atômica (AIEA) retomaram sua missão depois de dois dias de pausa por ocasião do fim do Ramadã, o mês de jejum muçulmano.
Uma primeira equipe da AIEA foi até o complexo de Al Tuwaitha, 20 km ao sul de Bagdá, onde se alojava o programa de desenvolvimento nuclear iraquiano desmantelado durante a missão anterior da ONU, de 1991 a 1998, e haveria atualmente laboratórios farmacêuticos. A equipe da ONU foi para Iskanderiah, 40 km ao sul de Bagdá, para verificar a fábrica Al Qods (Jerusalém), subordinada ao ministério da Indústria.
Nas próximas horas, um documento de milhares de páginas deverá ser entregue pelos iraquianos e encaminhando a Nova York, onde o Conselho de Segurança da organização começará a estudá-lo. Uma cópia do informe será entregue em Viena, sede da AIEA.
O general Hossam Mohamed Amine, chefe do organismo nacional de controle versão iraquiana dos inspetores da ONU , disse ontem, em uma delcaração à imprensa, que o relatório sobre o arsenal iraquiano reafirma que o país não possui mais armas de destruição em massa.
O Iraque mostrou à imprensa a declaração tão esperada, na sede do Organismo Nacional de Controle em Bagdá. Os jornalistas viram pilhas de dossiês totalizando 11.807 páginas, formando uma ''declaração inicial'' sobre as armas e os programas militares iraquianos. Mas o conteúdo não foi divulgado.
Também foram apresentados CD-Roms contendo relatórios semestrais sobre o estado dos programas de armamentos nos últimos quatro anos. O Iraque havia parado de apresentá-los ao antigo organismo de desarmamento, l'Unscom, desde a partida de seus técnicos do país, em 1998.

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