São Paulo - A Assembleia Geral da ONU decidiu em votação ontem entregar o assento da Líbia no órgão para o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes. Com isso, o Conselho dos insurgentes passa a ser reconhecido como representante do país. A resolução foi aprovada por 114 votos a favor contra 17 contra. Houve 15 abstenções.
A União Africana e a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) pediram um adiamento da decisão para tentar impedir a transição do assento líbio aos rebeldes, mas a tentativa não deu certo.
O anúncio vem no mesmo dia em que as forças rebeldes líbias aceleram o avanço contra a cidade de Bani Walid, um dos últimos redutos leais a Muamar Kadafi, com a intenção de ocupá-la, e contra Sirte, terra natal do ditador.
Em Sirte, terra natal de Kadafi, intensos combates eram registrados com o avanço de centenas de combatentes insurgentes em três fronts, segundo relatos da emissora de TV Al Jazeera, que afirmou que os rebeldes haviam tomado o controle do aeroporto local.
Um repórter da Al Jazeera afirmou que os últimos relatos davam conta de que havia combates na cidade de Harrawa, que fez parte de negociações com comunidades tribais para que se rendesse pacificamente, o que não aconteceu.
A emissora americana de TV CNN relatou ainda que comboios de tropas rebeldes partiam para a cidade de Sabha, também reduto de Kadafi, e regiões próximas como Birak e Qira, terra natal de um cunhado do ditador e do chefe de inteligência do regime, Abdullah Senussi.
Enquanto isso, alguns combates já aconteciam em Sabha, ocorrendo a morte de dois soldados insurgentes e a captura de nove membros das tropas de Kadafi, de acordo com o rebelde Abdelssalam Khamis. 22 pessoas se feriram.

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