ONU aprova força de intervenção no Sudão
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terça-feira, 31 de julho de 2007
Folhapress 
São Paulo- O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou ontem, por unanimidade, resolução instituindo uma força internacional de intervenção na região de Darfur, no Sudão. A proposta de resolução foi uma iniciativa dos governos do Reino Unido e da França.
A missão, que será composta por até 26 mil soldados e policiais ao custo de US$ 2 bilhões no primeiro ano de operação, foi qualificada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de ''histórica e sem precedentes''. Seu objetivo é atuar contra o que o premiê Gordon Brown chamou, em discurso na ONU, de ''o maior desastre humanitário da atualidade''.
A guerra civil na região oeste do país africano, iniciada a partir de disputas por terras e fontes de água, já deixou, desde 2003, mais de 200 mil mortos e 2 milhões de desalojados. São vítimas de confrontos entre rebeldes de etnia africana, sedentários, e milícias de origem árabe, nômades, apoiadas pelo governo sudanês. Entre essas forças está a milícia islâmica Janjaweed, acusada de atrocidades contra a população civil de Darfur. O governo sudanês nega que municie a Janjaweed.
A proposta franco-britânica para a Missão da ONU e da União Africana em Darfur (Unamid, na sigla em inglês) surgiu depois de negociações intensas com o governo do Sudão, principalmente acerca da estrutura de comando e do mandato da missão.
Estabeleceu-se que a maioria dos soldados da força, que foi elaborada com uma estrutura híbrida a fim de contornar a oposição de Cartum a um comando único da ONU, virá de países africanos. A ''unidade de controle e comando'' ficará a cargo das Nações Unidas.
A proposta também substitui o direito de ''apreender'' armas ilegais, presente em versões anteriores, pelo monitoramento do fluxo e uso dessa armas -o Conselho de Segurança da ONU chegou a impor um embargo à venda de armas às milícias leais ao governo e aos grupos rebeldes, mas não ao governo sudanês.


