ONU anuncia 108 mortos na Síria
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domingo, 27 de maio de 2012
Das agências 
Nova York - O massacre em Hula deixou 108 mortos, anunciou ontem o chefe dos observadores das Nações Unidas na Síria, general Robert Mood, ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A ação militar deixou ainda 300 pessoas feridas, disse o general Mood ao Conselho de Segurança.
As autoridades sírias negam a autoria da matança, que deixou a comunidade internacional indignada e levou à convocação de uma reunião do Conselho de Segurança. O general Mood informou que as mortes foram provocadas por estilhaços e tiros a queima-roupa, segundo diplomatas.
O general Mood, que dirige a missão das Nações Unidas na Síria com base no plano de paz do enviado internacional Kofi Annan, advertiu para a possibilidade da deflagração de uma ''guerra civil'' após o incidente em Hula, situada no centro da província de Homs. Ele fez um apelo para que o governo sírio abandone o uso de artilharia pesada e que ambas as partes suspendam a violência, em qualquer forma.
Protestos
Ontem, forças sírias mataram a tiros pelo menos dois homens durante protestos de condenação ao massacre de Hula, segundo informações de oposicionistas ao regime do presidente Bashar Asssad. Os dois foram mortos em Yalda e Daraya, subúrbios de Damasco onde estão abrigados milhares de refugiados da repressão militar na província central de Homs.
Na cidade de Hama, no centro do país, foram registrados combates violentos entre as tropas governamentais sírias e os rebeldes ontem de manhã, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Durante a noite, o exército bombardeou a cidade de Rastan, na região central do país, onde a insurgência resiste há meses contra as forças governamentais. Segundo o OSDH, a cidade foi alvo de dois ataques de obus (uma espécie de canhão) por minuto durante várias horas. Perto de Damasco, na cidade de Harasta, os rebeldes e o exército se enfrentaram duramente.


