ONU analisa liberdade de imprensa no mundo
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
De Nova York 
Altos responsáveis da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram ontem que a liberdade de expressão ainda é frágil no mundo e fizeram um pedido aos dirigentes para que deixem os jornalistas realizarem seus trabalhos sem obstáculos. Em uma mensagem divulgada na data em que se celebra o dia mundial da liberdade de imprensa, a ONU destacou que a liberdade de expressão ainda é frágil, e não pode ser considerada nunca como já adquirida.
Pedimos aos dirigentes de todos os níveis para que os jornalistas possam fazer seu trabalho sem obstáculos e livremente, com o objetivo de que a população do mundo se beneficie da livre circulação das idéias, afirmou a mensagem.
Este documento foi assinado pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pelo diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, e pela Alta Comissionada dos Direitos Humanos, Mary Robinson.
A mensagem alerta que os regimes mais duros podem perdurar se amordaçarem os meios, ou os manipularem para provocar o medo e o ódio entre seus cidadãos.
Os dirigentes da ONU afirmam também que os meios livres, independentes e pluralistas têm um papel indispensável a realizar para erradicar o racismo e a xenofobia.
Restrições na comemoraçãoConvidados a comemorar o dia mundial da liberdade de imprensa, ontem, em Windhoek, capital da Namíbia, os jornalistas do mundo inteiro viram como, em sua chegada, lhes eram impostas certas restrições.
Não estão autorizados a cobrir outros assuntos além da conferência, diz uma nota assinada pelo representante da Unesco na Namíbia, J.A. Mclain, incluída no dossiê de imprensa entregue aos jornalistas.
Os jornalistas que quiserem cobrir outros acontecimentos devem entrar em contato com o ministério das relações exteriores.
O diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuura, afirmou que não tinha sido avisado dessa nota.


