O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou ontem uma resolução que ameaça o presidente iugoslavo Slobodan Milosevic com ‘‘medidas mais radicais’’, caso prossigam os confrontos na província separatista de Kosovo.
Catorze dos 15 membros do Conselho, entre eles a Rússia, votaram a favor da resolução 1.198. A China se absteve com o argumento de que o conflito em Kosovo era um ‘‘assunto interno’’ da Iugoslávia.
A aprovação da resolução será seguida, agora, por uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos seis países do Grupo de Contato sobre a extinta Iugoslávia (Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, França e Itália), que estudarão o que fazer a partir de agora.
A resolução exige um cessar-fogo imediato, a abertura de negociações sobre um estatuto de autonomia para a província - de maioria albanesa -, o final dos ataques contra civis e a volta de 250.000 refugiados e deslocados na província separatista.
Reação sérvia O presidente sérvio Milan Milutinovic afirmou ontem que a Iugoslávia (RFI, Sérvia e Montenegro) ‘‘defenderá sua soberania até o final’’ ante os separatistas albaneses de Kosovo, enquanto que a comunidade internacional acentuou pressões militares e diplomáticas sobre Belgrado.
As forças sérvias deram prosseguimento, ontem, à sua ofensiva no norte de Kosovo onde, segundo o Centro de Informação albanês (KIC), pelo menos 14 civis morreram e outros vinte ficaram feridos. Também ontem, um soldado do exército iugoslavo morreu e outro ficou ferido, segundo um comunicado militar.
Em consequência das pressões norte-americanas, a OTAN pôs em execução planos para uma eventual ação armada contra objetivos sérvios em Kosovo ou no restante da Sérvia.
Os aliados discutiram em Bruxelas a possibilidade de pedir aos militares que reúnam suas Forças Aéreas ante a perspectiva de uma eventual intervenção.
O chanceler alemão Helmut Kohl não excluiu a possibilidade de uma intervenção militar em Kosovo fora das Nações Unidas, destacando no entanto que esta deverá ser ‘‘a última possibilidade’’.

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