Associated Press
Preocupada com o pequeno apoio internacional aos refugiados na África, a chefe da agência de refugiados das Nações Unidas, Sadako Ogata, iniciou ontem uma visita ao continente afirmando esperar que as atenções se voltem para a viagem sem fim de milhares de civis.
A saga dos mais de 800 mil refugiados albaneses étnicos de Kosovo dominou a cobertura da mídia mundial durante os últimos quatro meses, desviando a atenção da crise existente há muito tempo na África, disse Ogata. ‘‘É a emergência da situação que deve atrair a atenção mundial’’, afirmou ela em Nairóbi, capital do Quênia. Ogata deverá visitar acampamentos que alojam cerca de 700 mil refugiados.
‘‘Alguns dos programas não conseguem dinheiro... especialmente naquelas situações de refugiado que não conduzem a soluções’’, disse a comissária da ONU. ‘‘Kosovo, enquanto uma situação de emergência, está recebendo uma resposta rápida’’.
A visita coincide com o Dia do Refugiado Africano, comemorado anteontem. Entretanto, mais de 30 anos depois, o número de refugiados no continente continua crescendo, afirma Ogata.
‘‘Os líderes africanos têm que ver nos cerca de 3,3 milhões de refugiados africanos uma prova de seu fracasso em reconciliar o continente’’, disse um jornal queniano em relação à data especial.

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