Os especialistas da ONU acham que a comunidade internacional já dispõe de tecnologias capazes de contribuir para a luta contra o aquecimento climático do planeta. Em um informe publicado ontem, em Acra, os técnicos explicam que é preciso agir rapidamente para assegurar a execução dessas tecnologias, sejam energias limpas ou tecnologias que reduzam o consumo de energia fósseis que poluem a atmosfera. No entanto, a alta tecnologia não será suficiente se essas energias forem desenvolvidas tardiamente. Será necessário também adotar medidas de política energética capazes de transformar o estilo de vida, observa o informe.
Em todo caso, os países desenvolvidos se verão, nas próximas décadas, obrigados a assumir novos compromissos quantificados em termos de redução de dióxido de carbono (CO2) e de outros gases responsáveis pelo Efeito Estufa, depois dos já assumidos em 1997 pelo Protocolo de Kyoto. E os países em vias de desenvolvimento terão de desacelerar a curto prazo o aumento de suas emissões de gases poluentes.
Este é o terceiro informe publicado desde 22 de janeiro pelo Grupo Intergovernamental sobre a Evolução do Clima (GIEC), que reúne 3.000 especialistas por iniciativa da ONU.
Em uma parte do informe o documento assinala o potencial das florestas e das terras de cultivos como ‘‘sumidouros’’ de gases de Efeito Inverno e o papel do futuro mercado do carbono para satisfazer os compromissos de Kyoto.

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