ONU adia retirada de missão do Timor
Associated Press
De Dili, Timor Leste
Atendendo aos apelos de timorenses, a ONU decidiu adiar para amanhã a retirada de sua missão do Timor Leste, temendo ainda mais violência. Mais de 200 militares, policiais e funcionários internacionais e 160 funcionários locais seriam retirados hoje.
A sede da Unamet, com 2 mil refugiados timorenses, está cercada por soldados indonésios e milicianos. Eles estão disparando esporadicamente contra a instalação. Um dia depois da imposição da lei marcial, as milícias prosseguiam com sua campanha de violência.
Ontem o general Wiranto, comandante do exército indonésio, negou que o presidente B. J. Habibie renunciaria. As Forças Armadas estariam irritadas com Habibie por permitir a realização do plebiscito de 30 de agosto, organizado pela ONU, que resultou favorável à independência de Timor Leste.
Apesar da situação, ontem não havia um consenso sobre o envio de uma força de paz internacional. Desde o anúncio do resultado do plebiscito, sábado, centenas de timorenses foram mortos pelos milicianos. Fontes da ONU estimam que até 200 mil pessoas um quarto da população deixaram o território por terra, mar e ar.





