ONU acusa Israel de cometer crimes de guerra
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Uma comissão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) acusou Israel de ter cometido crimes de guerra na grande operação lançada pelo Estado no território palestino da faixa de Gaza, entre dezembro e janeiro passados. O documento traz diversas denúncias contra militares israelenses, porém pondera que o lançamento de foguetes pelos insurgentes palestinos -que motivaram a operação, segundo o governo de Israel- também configura crime de guerra.
O relatório, apresentado em Nova York pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, o presidente da missão de quatro pessoas que foi encarregada da investigação, afirma que a operação da Israel foi contra o povo de Gaza em conjunto e seguiu uma política de castigo.
Israel não adotou as precauções requeridas pelo direito internacional para limitar o número de civis mortos ou feridos nem os dados mate-riais, acrescentou. O documento afirma que o disparo de fósforo branco -que causa queimaduras severas e problemas respiratórios- e o uso de artilharia altamente explosiva foram violações à lei humanitária.
No seu levantamento, os funcionários da ONU observam ainda que os militares israelenses usaram a força de maneira desproporcional contra civis palestinos, com o bombardeio de armazéns de alimentos, zonas residenciais, fábricas e equipamento de tratamento de água. Pelos fatos analisados, a missão acha que essas destruições tinham como objetivo negar a subsistência da população civil.
O governo de Israel, que se recusou a colaborar com a investigação da ONU, criticou o que considera uma predisposição da missão a atacar o Estado hebraico, mas afirmou que lerá todo o relatório com cuidado.


