ONGs: assassinato busca
provocar ‘‘guerra total’’
O assassinato do jornalista e ativista da paz Jaime Garzón é um golpe para precipitar a entrada da Colômbia na guerra total, disseram ontem organizações não-governamentais de direitos humanos.
Em uma declaração divulgada horas depois do assassinato, as ONGs afirmaram que esse crime ‘‘cabe dentro dos claros propósitos de desestabilização para pressionar a suspensão do diálogo e a negociação como meio de superar o conflito armado e, consequêntemente, impor opções de guerra total’’.
‘‘Por isso, ameaçam defensores dos direitos humanos, assassinam jornalistas e líderes universitários, limitam o trabalho dos centros de investigação social e, agora, desde esta intolerância que querem impor, atentam contra a cultura e o senso crítico’’, acrescentaram as ONGs.
A menção do assassinato de líderes universitários e ameaças a centros de investigação social indica que as ONGs consideram os grupos paramilitares suspeitos do crime, porque eles assumiram a responsabilidade pela morte do presidente do Conselho Estudantil da Universidade Antoquia, Gustavo Marulanda, ocorrido domingo passado, além de fazerem ameaças contra organismos de defesas dos direitos humanos.

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