ONGs acusam pressão contra relatores da ONU
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
Agência Estado 
Genebra- O comportamento do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) gera críticas de entidades da sociedade civil de vários países. Ontem, 35 organizações não-governamentais enviaram uma carta ao Conselho de Direitos Humanos da ONU denunciando a pressão feitas por vários governos, entre eles o Brasil, contra os relatores independentes das Nações Unidas. Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
As entidades cobram agora uma mudança da postura do Brasil na ONU e pedem que o País deixe de apoiar regimes que violam direitos humanos. Há uma semana, o relator da ONU contra assassinatos sumários, Phillip Alston, alertou em uma conferência de imprensa em Genebra que não acreditava nos números apresentados pelo Brasil de que o índice de homicídios estaria em queda no País. Para ele, o que a polícia faz no Brasil é uma ''aberração''.
O governo brasileiro respondeu com um duro discurso, classificando o relator de ''irresponsável'' e acusando ele de ter violado o código de conduta da ONU. O governo ainda acusou Alston de ser ''preconceituoso'', pedindo que os avanços obtidos pelo País fossem reconhecidos. Sem citar nominalmente o Brasil, as 35 entidades alertam que essas declarações minam a ''credibilidade e legitimidade'' do Conselho de Direitos Humanos.
Entre as entidades estão a Anistia Internacional, a Human Rights Watch, a brasileira Conectas e entidades asiáticas, africanos e árabes. A carta também alerta para o comportamento de outros governos que atacaram o comentários dos relatores independentes da ONU. Mais uma vez sem citar nomes, as entidades se referiam à Cuba, Paquistão e Quênia.


