ONGs acusam Israel de genocídio
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quarta-feira, 05 de setembro de 2001
France Presse 
O fórum de Organizações Não-Governamentais (ONGs) entregou oficialmente ontem à Conferência da ONU sobre o Racismo em Durban um polêmico informe final que acusa Israel de ''atos de genocídio''. Desde a aprovação do documento, dia 2, numerosas ONGs, entre elas várias associações internacionais como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, rejeitaram-na, distanciando-se da proposta.
As ONGs judaicas que se negaram a votar o texto e anunciaram terça-feira sua retirada do encontro e 77 associações, principalmente da Europa Central e do Leste, denunciaram ontem o texto e as condições nas quais foi adotado.
Mary Robinson, a secretária-geral da conferência, taxou de ''inaceitável e injurioso'' o documento das ONGs. ''É triste que pela primeira vez não possa recomendar aos delegados que levem em conta a declaração das ONGs'', afirmou.
Um porta-voz das Organizações, que leu o texto em plenário, disse que ''o documento representa a voz das vítimas''.
As 77 ONGs que se retiraram ontem protestaram também contra o pronunciamento de duas horas feito pelo presidente cubano, Fidel Castro, durante a cerimônia de abertura. ''Estamos ofendidos porque um dos piores ditadores do mundo contemporâneo, particularmente citado por suas violações grosseiras dos direitos humanos, tenha sido convidado a falar nesta reunião mundial'', declararam.
EscravidãoOs países africanos representados na conferência da ONU contra racismo em Durban (África do Sul) continuam insistindo em obter ''desculpas'' pelo comércio de negros e pela escravidão, informaram ontem fontes chegadas aos negociadores africanos. Apesar de vários dias de mediação de Brasil e Quênia, os países africanos continuam querendo ''desculpas'', algo que os países ocidentais recusam porque temem abrir o caminho para custosas ações na Justiça.


