Nova York Uma organização de juristas estuda a possibilidade de investigar à luz do direito internacional os crimes de guerra que possam ter cometido tanto o Iraque como Estados Unidos e Grã-Bretanha.
''Não são simplesmente os supostos crimes iraquianos que devem ser investigados, mas também os dos Estados Unidos e seus aliados'', disse ontem durante entrevista coletiva Michael Ratner, presidente da ONG americana Centro pelos Direitos Constitucionais.
''As convenções de Genebra não abrangem um só campo'', acrescentou, destacando que ''a justiça dos vencedores não é um princípio aceitável do ponto de vista jurídico''.
Em nome da associação britânica de Advogados Defensores do Interesse Público, Phil Shiners anunciou a formação de um grupo de cinco juristas internacionais encarregados de determinar os elementos que podem constituir, no contexto da guerra tecnológica moderna, um crime de guerra ou um crime contra a humanidade e começar a reunir as provas.
As conclusões deste grupo serão apresentadas em seguida a um ''tribunal especial'', que decidirá se solicita a Corte Penal Internacional (CPI) que assume esses casos.

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