ONG faz apelo contra uso de bomba de fragmentação
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Alarmado pelo nível de contaminação do sul do Líbano por fragmentos de bombas que ainda podem explodir, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) fez um apelo ontem para que países proíbam o uso de bombas de fragmentação em áreas ocupadas por população civil. Esse tipo de munição, ao atingir o alvo, libera com força dezenas de fragmentos menores conhecidos como ''minibombas'' ou ''submunição''.
Dirigindo-se a representantes da mídia internacional em Genebra, o diretor da CICV, Philip Spoerri, disse que a situação no Líbano desde o recente conflito com Israel (entre 12 de julho e 14 e agosto) é prova da necessidade de uma ação urgente.
Ele descreveu várias cidades e áreas rurais no sul do país que estão contaminadas com submunições de armas de fragmentação que não explodiram ao cair no solo e agora fazem vítimas civis todas as semanas. Estudos realizados até o momento indicam que a contaminação por submunições no sul do país pode ter atingido níveis inéditos no mundo.
Bombas de fragmentação podem ser lançadas do solo ou do ar e contêm até 650 submunições individuais. Apesar dessas submunições serem feitas para explodirem com impacto, o número de falhas é grande, dando origem a áreas semelhantes a territórios minados onde explosões podem atingir civis anos depois dos conflitos.


