ONG ataca governo americano e violação de privacidade
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Folhapress 
São Paulo - A ONG Human Rights Watch divulgou um relatório ontem em que qualifica a espionagem feita pelos Estados Unidos como um exemplo perigoso. Para a organização, a Agência Nacional de Segurança americana (NSA) continua a violar o direito à privacidade, apesar dos limites anunciados por Washington.
Na última sexta, o presidente Barack Obama prometeu diminuir a espionagem dos líderes dos países aliados, sem citar nomes, mas manterá a coleta de informações em todo o mundo. O Departamento de Estado será o responsável por ouvir as reclamações e prestar os esclarecimentos aos países que se sentirem lesados.
Em entrevista coletiva, o chefe da ONG, Kenneth Roth, disse que Obama não fez o bastante ao anunciar a reforma das atividades, que considerou vaga. Ele ainda criticou o presidente americano por não reconhecer o direito à privacidade dos estrangeiros que moram fora do país.
"Imagine que o governo coloca uma câmera de vídeo em seu quarto e diz: 'Não se preocupe, isso só vai para o computador do governo, não vamos olhar as imagens, a não ser que tenhamos uma boa razão'. Ficaria tranquilo? Claro que não. Mas isso é exatamente o que eles propõem", considerou.
Para a ONG, o governo americano dispõe de uma "posição excepcional" para vigiar as comunicações, já que boa parte das empresas de internet é americana.
A Human Rights Watch diz ainda se preocupar que a revelação da espionagem americana abra um precedente para que os dados de internet sejam guardados nos países de origem dos usuário, o que pode levar a um aumento da censura na rede.


