ONG aponta chacina na Sumatra
France Presse
O exército indonésio matou nos últimos anos mais 39 mil habitantes da província de Aceh (norte da ilha de Sumatra), segundo denunciaram ontem organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos.
O Foro das ONGs de Aceh, cuja declaração foi publicada nos jornais de ontem em Jacarta, afirma que mil de 3 mil indonésios deportados há dois meses da Malasia continuam detidos pela polícia ou por militares por suposta cumplicidade com os separatistas do norte de Sumatra.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos (KomnasHam, governamental), que recebeu a denúncia, marcou entrevista com o ministro da Defesa e comandante em chefe do exército indonésio, general Wiranto, para discutir a situação na província.
A exemplo de Irian Jaya e Timor Leste, Aceh está submetida a um regime especial que permite ao exército indonésio combater com toda liberdade os movimentos independentistas e restringir a movimentação de diplomatas e jornalistas estrangeiros.
A Frente Nacional de Libertação de Aceh-Sumatra luta desde o final da década de 70 contra a ‘‘colonização javanesa’’ da província, rica em gás natural e minerais.
No começo dos anos 90, as forças armadas indonésias lançaram uma dura ofensiva contra os separatistas. Sua ponta de lança são as forças especiais (Kopassus), cuja ação em Irian Jaya e Timor Leste foram frequentemente condenadas pela Anistia Internacional, Human Rights Watch e outras organizações pró direitos humanos.

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