Onda de violência toma conta de Ferguson
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014
France Presse 
Ferguson, EUA - Manifestantes atearam fogo em prédios, saquearam lojas e atiraram contra a polícia na cidade de Ferguson, no Estado de Missouri (nordeste dos Estados Unidos), após o anúncio de que o policial branco que matou um jovem negro desarmado em agosto não será indiciado.
O policial branco Darren Wilson, de 28 anos, matou no dia 9 de agosto o jovem negro Michael Brown, de 18, com seis tiros, quando a vítima estava desarmada e em plena luz do dia em uma rua de Ferguson. O advogado da família da vítima denunciou nesta terça-feira "uma decisão injusta".
O caso reavivou as tensões raciais e provocou manifestações que muitas vezes terminaram em distúrbios. Doze edifícios foram incendiados e pelo menos 150 tiros foram disparados contra os agentes da ordem, afirmou o chefe de polícia do condado de Saint Louis, John Belmar. A polícia não respondeu aos tiros, mas 29 manifestantes foram detidos, sem o registro de vítimas, informou o chefe de polícia.
O governador de Missouri, Jay Nixon, convocou a Guarda Nacional para restaurar a ordem. Os manifestantes não atenderam o apelo por calma do presidente americano Barack Obama e da família de Michael Brown. Obama destacou que todos os protestos deveriam ocorrer de "maneira pacífica" e que polícia deveria atuar com moderação.
A família de Brown não escondeu o desapontamento com a decisão do júri, mas pediu calma aos manifestantes.
"Estamos profundamente decepcionados que o assassino do nosso filho não tenha que sofrer as consequências de seus atos", declarou a família de Brown em um comunicado, no qual pediu "respeitosamente que qualquer manifestação seja pacífica".
Pouco depois do anúncio da decisão, manifestantes passaram a atirar objetos contra os policiais, aos gritos de "sem justiça não há paz". A polícia informou que foi alvo de uma bomba incendiária e lamentou o incêndio em uma de suas viaturas.


