São Paulo - A onda de violência no Iraque desencadeada na manhã de quarta-feira, após um ataque a um santuário xiita, já deixou mais de 130 mortos no Iraque, dos quais ao menos 95 são vítimas de agressões entre sunitas e xiitas.
A polícia iraquiana encontrou ontem 47 corpos baleados em Nahrawan (20 km ao sul de Baquba), região povoada por su© nitas e xiitas e que foi palco de confronto das duas facções nas últimas 24 horas.
As vítimas, com idades entre 20 e 50 anos, seriam trabalhadores de uma fábrica de tijolos. Todos vestiam roupas civis. Informações não-confirmadas dão conta que homens armados teriam tirado as vítimas dos veículos em que viajavam (supostamente três ônibus), matando-as a tiros em seguida. Depois os agressores teriam incendiado os carros.
Outros 48 mortos, também vítimas da sangrenta revolta que explodiu nas 24 horas após o ataque ao santuário xiita, foram contabilizados pelas autoridades iraquianas. Eles seriam su© nitas que viviam dentro ou nas proximidades de enclaves xiitas, segundo o Ministério iraquiano do Interior.
Hoje, milhares de xiitas saíram às ruas do Iraque pelo segundo dia consecutivo para protestar contra a explosão que destruiu a cúpula dourada da mesquita e deixou o resto do edifício em ruínas. Os protestos desta quinta-feira foram pacíficos, apesar de a maioria expressar fúria em suas fisionomias.
O presidente George W. Bush disse que o objetivo da explosão contra a mesquita visa gerar uma desordem civil.
Grupos sunitas denunciaram que mais de cem mesquitas desta facção religiosa foram incendiadas. Até o momento, o governo ainda não forneceu um número oficial.
Entre os mais de 130 mortos registrados no país (incluindo os 95 do conflito entre xiitas e sunitas) estão um repórter e dois câmeras do canal de televisão saudita ''Al Arabiya'', sequestrados ontem perto de Samarra por um grupo de homens armados.

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