São Paulo- Diversos episódios de violência sectária deixaram ao menos 40 mortos ontem no Iraque. No pior ataque, 27 pessoas morreram e dezenas foram feridas na explosão de um carro-bomba em um funeral em Falluja, a oeste de Bagdá. Em meio às novas mortes, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que o verão será um período duro no país árabe e que novas baixas entre os soldados americanos são esperadas.
Também em Falluja, um suicida atingiu uma multidão que participava da procissão por Allawi al Isawi, morador da região que morreu ontem. O médico Ahmed al Ani, que trabalha para um hospital local, disse que 27 pessoas morreram e 30 ficaram feridas na ação. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque. No entanto, de acordo com a polícia, Al Isawi era opositor de um grupo local ligado à rede terrorista Al Qaeda.
Segundo a polícia, o grupo realiza uma campanha de explosões e ataques a tiros na Província de Anbar contra líderes sunitas tribais que formara uma aliança de oposição.
Em Bagdá, homens armados invadiram um microônibus no distrito xiita de Husseiniya e mataram a tiros todos os 11 passageiros, informou a polícia. Após o massacre, eles implantaram uma bomba entre os corpos e explodiram o artefato quando a polícia chegou, matando mais duas pessoas e ferindo ao menos quatro.

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