Onda de violência deixa 47 mortos no Iraque
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domingo, 10 de julho de 2005
Nafee Abdel JabbarFrance Presse 
Bagdá - Pelo menos 47 pessoas morreram ontem no Iraque, 34 delas em atentados suicidas dirigidos principalmente contra as forças de segurança, que se encontram na primeira linha da luta contra a guerrilha.
No atentado mais forte, um camicaze explodiu diante de um centro de recrutamento do exército iraquiano, próximo ao antigo aeroporto de Muthana, causando 19 mortes e deixando 41 feridos. Este foi reivindicado pelo grupo do líder da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al Zarqawi.
Também na capital, nove membros de uma mesma família foram assassinados no domingo de madrugada enquanto dormiam no bairro al Rachid na região leste de Bagdá, informou a polícia, que classificou o crime de ''ação terrorista''. Além disso, houve outras seis ações de camicazes em outras partes do Iraque.
O aumento da violência acontece no momento em que foi divulgado um plano britânico que menciona a retirada maciça de soldados americanos e britânicos do Iraque para o fim de 2006.
Londres, ao que parece, atua com o objetivo de reduzir o seu contingente no Iraque de 8.500 para 3.000 homens, de acordo com um documento atribuído ao ministro da Defesa britânico, John Reid, que foi publicado no jornal Mail on Su©nday.
Os Estados Unidos, que têm atualmente 176.000 soldados no Iraque, poderá reduzir seu efetivo para 66.000 homens, após transferir o controle de 14 das 18 províncias do país para as forças de segurança iraquianas, informa o documento.


