Onda de patriotismo provoca retaliações
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Associated Press<br> De Washington 
Incomodado com o atual fervor patriótico nos Estados Unidos? Una-se a ele ou corra o risco de ser hostilizado. Expressões de patriotismo são tão fervorosas desde os ataques terroristas que cidadãos que façam ou digam qualquer coisa contra a corrente correm o risco de sofrer uma retaliação pública.
Depois de ser repreendido por irados moradores, o superintendente escolar Louis Ripatrazone em Roxbury, New Jersey, suspendeu sua ordem de que fossem retirados da escola cartazes com a frase ''God Bless America'' (''Deus Abençoe a América''). Ele achava que a referência religiosa era ofensiva para a escola. O professor Robert Jensen, da Universidade do Texas, recebeu inamistosos e-mails e telefonemas depois de escrever num editorial que os atentados eram ''não mais condenáveis do que os ataques terroristas maciços'' cometidos pelos Estados Unidos. O presidente da universidade, Larry Faulkner, resistiu a pressões para que Jensen fosse demitido, mas considerou sua visão como ''uma fonte de besteiras não diluídas''.
Pacifistas em Buffalo, Nova York, disseram ter sido rotulados de ''antiamericanos'' e ''loucos comunistas'' por populares.
Desde que milhares de pessoas morreram em 11 de setembro nos ataques suicidas em Nova York, Washington e Pensilvânia, alguns americanos estão refletindo sobre o que é ser patriótico.
É impatriótico vender ações? É errado trocar de canal quando a música ''God Bless América'' está sendo tocada num intervalo do jogo de beisebol? É antiamericano criticar o presidente George W. Bush?
Muita gente está disposta a falar de patriotismo, afirmou o professor de sociologia Charles Moskos, da Universidade de Northwestern. ''Mas se você quer agir como um patriota, então doe sangue ou se aliste no Exército.''
Por outro lado, Moskos disse que não é impatriótico discordar abertamente do presidente, negar-se a agitar a bandeira americana ou vender ações quando a bolsa está em baixa. ''Se você vender ações e mandar o dinheiro para fora do país, então, sim, seria falta de patriotismo'', acrescentou. Entretanto, isto depende da liberdade individual, natural na democracia.


