Viena As fortes nevascas registradas há vários dias na Europa central, do norte e do sudoeste continuam perturbando a circulação por estradas e pelas vias ferroviária, aérea e marítima. Acompanhadas de temperaturas siberianas e de ventos muito violentos, as tempestades de neve que caíram sobre o continente deixaram em sua passagem mortes na Polônia, Eslováquia e Lituânia.
Na Polônia, os colégios permanecem fechados no nordeste já que o termômetro desceu a 36 graus abaixo de zero terça-feira à noite. Desde o começo do inverno (boreal), quase 200 pessoas morreram de frio no país.
Na Eslováquia, as temperaturas caíram até 20 graus abaixo de zero e foram fatais para três imigrantes clandestinos indianos mortos perto da fronteira eslovaco-ucraniana. Na Lituânia três pessoas também morreram de frio ontem.
Em outros países, a Proteção Civil continua anunciando estradas fechadas, atrasos dos trens e aeroportos paralisados pela neve.
Na República Checa, o intenso frio, de 18 graus negativos, preocupa a população, sobretudo nas regiões assoladas em agosto passado pelas inundações que enfraqueceram as fundações de inúmeros prédios. Na Áustria, várias rodovias foram fechadas nas imediações de Viena.
Na Hungria, a neve perturbou seriamente o tráfego nas estradas do leste.
Na Croácia, o tráfego por vias rodoviária, ferroviária e aérea está perturbado desde terça-feira.
Em Zagreb, coberta por um manto de neve de 30 cm de espessura, os habitantes tiveram que chegar ao trabalho a pé e um cais do velho porto de Dubrovnik (sul) desabou parcialmente devido a uma forte ressaca.
Na Bósnia, a neve caída terça-feira sobre Sarajevo continuava provocando engarrafamentos nas principais ruas da capital.
Mortes em Bangladesh A nova onda de frio que está afetando Bangladesh causou a morte de mais de 50 pessoas na noite passada, elevando a 250 o número de mortes em consequência das baixas temperaturas nas últimas três semanas nesse país, segundo os meios de comunicação.

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