Onda de atentados contra xiitas mata ao menos 35
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Ao menos 35 pessoas morreram ontem em uma onda de atentados contra xiitas em Bagdá, enquanto o chefe do principal partido xiita iraquiano, Abdel Aziz Hakim, pediu aos Estados Unidos mais armas para combater o terrorismo.
O primeiro-ministro iraquiano, o também xiita Nouri al Maliki, reiterou sua rejeição à idéia de uma conferência de paz internacional no Iraque, que foi proposta pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Em um dos primeiros ataques do dia, 15 empregados do órgão xiita Waqf morreram em um atentado no qual um carro-bomba explodiu contra o ônibus no qual viajavam.
Minutos mais tarde, três carros-bomba explodiram em uma estação de serviços do bairro de maioria xiita Bayaa, deixando mais 15 mortos e 25 feridos. Em outro bairro de maioria xiita, o Al Amel, mais um carro-bomba explodiu causando a morte de três pessoas, além de deixar ao menos cinco feridos. Já no bairro misto de Al Qahira, atentados mataram duas crianças e feriram dez pessoas.
A violência sectária entre muçulmanos xiitas e sunitas no Iraque aumentou, ao lado do crescimento dos embates entre insurgentes e forças de segurança iraquianas e estrangeiras. Mais de 13 mil pessoas morreram entre julho e outubro no país, segundo a ONU. Desde fevereiro, a violência cresce sem tréguas, desde que um atentado contra um mausoléu xiita na cidade de Samarra acirrou os ataques sectários.


