Genebra - O número de casos de gripe suína quase dobrou no mundo em apenas um fim de semana. Ontem, os dados oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontavam para 4.379 casos, dos quais 2,2 mil foram registrados nos Estados Unidos. O México, considerado até então como o epicentro do surto, tem um total de 1,6 mil casos. As mortes já chegam a três nos Estados Unidos, além de vítimas fatais no Canadá, Costa Rica e México, num total de 49.
Fontes da cúpula da OMS confirmaram que a semana será ''intensa'' para a entidade, já que terá de se confrontar com a possibilidade de declarar uma pandemia se o ritmo de casos continuar como no fim de semana.
No total, 29 países já foram afetados. Parte do aumento nos números é reflexo do fato de que laboratórios começam a acelerar testes que estavam se acumulando. Mas a OMS admite que parte do crescimento também é gerado pela proliferação de pessoas contaminadas.
Os dados dos governos são ainda maiores. Nos Estados Unidos, o governo soma 2.532 casos, com três mortes. No México, os dados do governo indicam 48 mortos. A OMS apenas contabiliza dados confirmados por laboratórios e que tenham sido comunicados pelas autoridades, o que pode acabar levando alguns dias para ocorrer. Na América do Norte, o Canadá ainda conta com 280 casos e uma morte, contra oito casos na Costa Rica e uma morte.
A OMS continua a manter o nível 5 de alerta pandêmico, em uma escala de 1 a 6. Para que a pandemia seja declarada, os técnicos precisam confirmar a existência de uma transmissão sustentável em mais de uma região do mundo. A atenção da OMS, portanto, continua concentrada na Europa. No total, já são 184 casos no continente, a maioria ''importados'' dos locais que sofreram o surto da gripe.
Amanhã, representantes dos governos, entre eles o Brasil, se encontram para tentar fechar um acordo de compartilhamento de amostras dos vírus. Na quinta-feira, empresas farmacêuticas de todo o mundo se encontram com a OMS para tentar estabelecer uma estratégia para a produção de vacinas.

mockup