São Paulo- Balanço divulgado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) confirmou a existência de 257 casos de gripe suína -cujo nome oficial é ''influenza A (H1N1)''-, em 11 países. No levantamento de anteontem eram 148. O número de mortes confirmadas permanece oito -sete no México e uma, de um bebê, nos Estados Unidos-, pois a OMS não reconheceu uma nova morte ocorrida no México, segundo o governo do país. No Brasil, há dois casos suspeitos, de acordo com o Ministério da Sa© úde.
Segundo a OMS, a contaminação ocorre de humano para humano e não há evidências de animais infectados. Os Estados Unidos confirmaram 109 casos de contaminação, incluindo uma morte. O México confirmou 97 casos de infecção em seres humanos, incluindo sete mortes. Outros nove países também registraram casos novos de infecção, sendo Canadá (19), Espanha (13), Reino Unido (8), Alemanha (3), Israel (2), Áustria (1), Holanda (1), Nova Zelândia (3) e Suíça (1).
O órgão informa ainda que não faz nenhuma restrição ao fechamento de fronteiras e viagens internacionais. No entanto, segundo o comunicado, a população deve se manter atenta aos primeiros sinais da doenças e deve procurar as autoridades locais.
A exemplo do informado ontem, a OMS volta a reiterar que o consumo de carne de porco está liberado, desde que a carne seja bem cozida. A população deve se prevenir por meio da higiene, lavando bem as mãos, com água e sabão, e se mantendo atenta às manifestações dos primeiros sintomas da doença, tais como febre alta e dores no corpo. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea.
Mesmo com o crescimento no número de infectados, a OMS descarta a mudança no nível do alerta. ''Por enquanto, vemos que a doença continua evoluindo, que há lugares em que o número de casos continua aumentando, como no México. Em outros países, como os Estados Unidos, as ocorrências se mantêm estáveis; por isso, em termos epidemiológicos, não se justifica elevar o nível de alerta'', disse o diretor do órgão, Keiji Fukuda.
Fukuda justificou a decisão de aumentar o nível de alerta da fase 4 para 5 por causa do aumento de infectados e da constatação de contágios entre pessoas de uma mesma comunidade que não tiveram contato direto entre si. ''Além disso, elevar o alerta é uma maneira de ligar o alarme, de dizer aos países e à população mundial que devem ativar todas as precauções necessárias para evitar a propagação da iminente pandemia'', disse o representante da OMS.
A escala de alerta foi criada em 2005. Por isso, não há precedentes de ativação de seus seis níveis.
O vírus é transmitido como o de uma gripe comum, de pessoa para pessoa e pode ser transmitido dias antes da pessoa começar a exibir os sintomas ou mesmo depois de já ter apresentado melhora. Por isso, a OMS recomenda que familiares que visitem pacientes devem ter acesso limitado e devem também seguir as mesmas precauções adotadas pelos profissionais da saúde.
Os médicos precisam isolar os pacientes e evitar sua aglomeração. Ao lidar diretamente com pessoas contaminadas pelo vírus, eles devem usar óculos e até uma ''blindagem'' facial.

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