São Paulo - A OMS (Organização Mundial da Saúde) pediu ontem atenção redobrada no controle e supervisão de casos suspeitos de gripe suína para evitar transmissão dos vírus em hospitais e para evitar que profissionais de saúde espalhem a doença. O alerta veio um dia depois da organização aumentar o nível de alerta mundial para cinco, porque considera iminente a ocorrência de uma pandemia (epidemia de vasto alcance).
  Médicos e demais funcionários de hospitais devem usar máscaras e luvas e lavar as mãos com frequência, de modo a reduzir o risco de contágio entre eles e para os pacientes, disse a agência da ONU em um novo boletim de orientação sobre a doença.
  ‘‘Todos os países devem ativar imediatamente seus planos de preparação para pandemias. Os países devem ficar em alerta elevado para surtos não usuais de doenças semelhantes à gripe e pneumonia severa’’, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
  Os laboratórios devem se preparar ainda para analisar rapidamente a presença do novo vírus em pacientes, além de seguir as boas práticas de biossegurança, afirmou a diretora, acrescentando que o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA está montando kits de diagnóstico para serem disponibilizados a outros países e laboratórios.
  ‘‘É crítico que os profissionais da saúde usem precauções apropriadas para o controle de infecções quando cuidarem de pacientes com sintomas semelhantes aos da gripe (...), para minimizar a possibilidade de transmissão entre eles, para outros profissionais da saúde, pacientes e visitantes’’, disse a OMS.
  Até o momento, a epidemia atingiu de maneira mais leve os países europeus. O país mais afetado pela doença foi o México. Ontem o presidente mexicano, Felipe Calderón, pediu que as pessoas aproveitem o feriado de 1º de maio para ficar em casa e evitar mais transmissão do vírus.
  A OMS anunciou ontem que passará a se referir à gripe suína como influenza A H1N1, segundo comunicado divulgado em seu site. Dick Thompson, porta-voz da entidade, disse em Genebra à Associated Press que a mudança ocorre depois de indústrias do setor e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) terem manifestado restrições ao termo porque estaria confundindo os consumidores e levando países a sacrificarem porcos desnecessariamente.

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