OLP exige fim de ataques a israelenses
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
Folhapress 
São Paulo A OLP (Organização para Libertação da Palestina) pediu ontem o fim dos ataques de militantes extremistas contra israelenses, ''que atentem contra o interesse nacional'', após uma reunião do Comitê Executivo da entidade em Ramallah, na Cisjordânia. O comunicado da OLP afirma que essas ações violentas permitem que Israel justifique suas operações militares nos territórios palestinos.
O anúncio acontece no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, ordenou que suas tropas atuem com todos os meios, e por tempo indeterminado, contra as ''organizações terroristas'' na faixa de Gaza.
''O Comitê Executivo apóia totalmente o discurso de Mahmoud Abbas durante sua posse como presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), no qual pede pelo fim de todas as operações de militantes que atentem contra os interesses nacionais e sirvam como pretexto para Israel sabotar a estabilidade palestina e a aplicação do Mapa da Paz (plano internacional de paz do quarteto EUA, União Européia, Rússia e ONU)'', destacou o documento da OLP.
Abbas afirmou ante o Parlamento palestino que deseja conseguir um cessar-fogo mútuo para pôr fim ao círculo vicioso de violência. Para discutir o assunto, o novo presidente da ANP tem previsto uma reunião em Gaza, na próxima quarta-feira, com grupos armados palestinos.
EUA libertam reféns Cerca de 80 prisioneiros afegãos que estavam detidos pelas forças americanas no Afeganistão foram libertados e entregues às autoridades de seu país, anunciaram ontem funcionários do governo afegão. Os prisioneiros, provenientes da base americana de Bagram, ao norte de Cabul, chegaram ontem a bordo de dois ônibus à Suprema Corte, na capital afegã.
Forças dos Estados Unidos e tropas aliadas afegãs capturaram milhares de suspeitos de serem membros do Taleban e da rede terrorista Al Qaeda no Afeganistão desde o início da campanha militar que derrubou o regime do Taleban do poder, no final de 2001.
Centenas de presos foram classificados como ''combatentes inimigos'' e transferidos para uma prisão na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, enquanto outros foram mantidos em várias bases dos EUA no território afegão.


