Olhos voltados para o Oriente Médio
Se há duas décadas o Oriente Médio era muito pouco explorado em sala de aula, sua importância e visibilidade aumentaram desde o 11 de setembro. Os professores de História e Geografia do Colégio Marista em Londrina, Thiago Paes de Menezes e Adolfo Eidi Matsuo, dizem que os próprios vestibulares já seguem essa tendência e não há como fugir de uma maior reflexão sobre esta região, que possui uma história milenar.
''Hoje, existe um tópico a parte nos vestibulares que trata especificamente do Oriente Médio'', comenta Menezes. Para ele, o maior desafio é desvincular do terrorismo. ''Aproveitamos o ensejo para falar sobre a raiz histórica do povo árabe e contextualizar o presente, separando a questão religiosa da política.'' Para ele, o 11 de setembro ficará marcado por ter sido contra o EUA. ''Foi um atentado contra a ordem dominante e isso é história.''
Pensamento similar tem Matsuo, professor há 20 anos. ''Não há mais como apenas citar as regiões árabes, principalmente do Oriente Médio. Por isso, o conteúdo ficou muito mais difícil'', diz. As ''atualidades'', portanto, tratam obrigatoriamente sobre islamismo, Oriente Médio e os conflitos. ''Para entender tudo isso, precisamos ir além da localização espacial e, acima de tudo, fazer uma ponte com nossa realidade local e os reflexos aqui'', complementa. (C.A.)





