Os advogados de O.J. Simpson já entraram com um processo de apelação da sentença civil que condenou o ex-jogador de futebol americano a pagar 33,5 milhões de dólares a título de prejuízos e danos, pelo assassinato de sua ex-mulher e de um amigo dela.
Segundo o jornal Los Angeles Daily Journal, a defesa apresentou um longo documento ao Tribunal de Apelação, alegando que o juiz cometeu erros ao admitir elementos de prova que não tinham cabimento nos autos.
Os advogados afirmam também no recurso que o total a que o cliente foi condenado a pagar às famílias das vítimas, 8,5 milhões de dólares de indenização e 25 milhões de punição, é excessivo, fruto ‘‘da paixão com que os membros do júri julgaram o caso e de preconceitos’’.
O.J. Simpson havia sido acusado pelo assassinato da ex-mulher, Nicole Brown, e de um amigo dela, Ronald Goldman. Apesar de ter sido absolvido no julgamento criminal em outubro de 1995, em fevereiro de 1997 foi declarado civilmente responsável pelo duplo homicídio, ocorrido dia 12 de junho de 1994.
O pai de Ronald, Fred Goldman, que há mais de um ano luta em vão por cobrar de Simpson os 19,7 milhões de dólares que lhe cabiam, reagiu enfurecido ao anúncio do recurso.
‘‘É uma prova concludente de que este monstro não quer ser punido por suas ações’’, declarou Goldman à rede de televisão CBS. ‘‘A mensagem dos jurados foi muito clara. (O.J. Simpson) Tinha que ser condenado severamente por assassinar duas pessoas e qualquer sugestão sobre a redução deste castigo é um escândalo’’.
O.J. Simpson, que teve sua mansão leiloada no verão passado, por não poder pagar a hipoteca, tem atualmente uma renda mensal de 25.000 dólares que os beneficiários da sentença civil não podem tocar.

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