Columbus - Ohio, Estado industrial de 11 milhões de habitantes que fica no nordeste dos EUA, virou centro das atenções na corrida pela Casa Branca. O presidente George W. Bush, candidato à reeleição pelo Partido Republicano; e o senador John Kerry, candidato pelo Partido Democrata, disputam voto a voto a preferência de cerca de 5 milhões de eleitores que devem comparecer às urnas no próximo dia 2 de novembro. Ohio é um Estados onde a disputa ainda é incógnita. Tem importância estratégica porque detém 20 votos no Colégio Eleitoral que vai indicar o novo presidente.
Desde fevereiro, quando descobriu-se através de prévia o quadro indefinido, Ohio passou a ser ponto obrigatório na agenda dos presidenciáveis. Isso não acontecia no passado. Bush já passou pelo Estado 23 vezes. Kerry 15 até o momento. Os dois falaram para os eleitores nesta semana. Bush em Columbus, na última quarta-feira, para 21 mil pessoas, um dia antes do encerramento da convenão republicana em Nova York, que o homologou como candidato. E Kerry na madrugada da última sexta-feira, em Newark, minutos depois do pronunciamento do presidente na convenção republicana.
Pesquisa divulgada no dia 29 de agosto pelo jornal Columbus Dispatch, o principal da capital, mostra que Bush e Kerry estão empatados em Ohio, com 46% dos votos, apesar de o presidente estar levemente à frente em outros Estados americanos, ainda sob o efeito da convenção. Ralph Nader, candidato independente, aparece com 2% das intenções. Os 6% dos eleitores que estão indecisos são cortejados pelas duas campanhas. Na eleição presidencial de 2000, o estado-chave que acabou garantindo a vitória apertada de Bush sobre o vice do ex-presidente Bill Clinton, Al Gore, foi a Flórida.
''Somos o epicentro desta vez'', diz o vice-presidente do Comitê Executivo do Partido Republicano no Condado Franklin, que engloba Columbus, Doug Moody. Ele é um dos cabos eleitorais do presidente no condado. ''Quarenta por cento dos eleitores são republicanos convictos. Quarenta são democratas. Os indecisos podem votar em um ou em outro. Na eleição de 2000, Al Gore, achando que o Estado era republicano, não fez campanha nos 30 dias que antecederam a eleição. Perdeu de Bush por apenas 3,6% dos votos. Se tivesse feito campanha de fato, teria vencido. Depois disso, os republicanos acenderam o alerta vermelho e os eleitores de Ohio passaram a ser encarados de outra forma'', explica o diretor de Comunicação do Partido Democrata em Ohio, Dam Trevis. Ele acredita que a diferenca entre Bush e Kerry não ultrapassará 1% até o final desta campanha.

* Leandro Donatti está nos EUA a convite do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos.

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