Associated Press
e France Presse
De Grozny
O Exército russo avançou significativamente nesta terça-feira em sua tentativa de tomar a capital da república separatista da Chechênia, Grozny, rompendo em duas áreas as linhas de defesa das forças chechenas na região central da cidade, anunciou o comando militar da Rússia.
As tropas teriam chegado até a Praça Minutka, em pleno coração de Grozny, e tomado uma ponte estratégica sobre o Rio Sunja, principal via de abastecimento dos guerrilheiros, bem como uma fábrica de conservas que era um dos bastiões da resistência.
A informação foi negada pelos rebeldes em sua página na Internet, que, no entanto, confirmam a intensificação da luta, corpo a corpo, e garantem estar infligindo pesadas baixas às tropas russas. A guerrilha admitiu que o Exército usou no ataque colunas de blindados e unidades de assalto, ‘‘que tentam abrir uma brecha na defesa’’.
O subchefe das forças chechenas, Aslanbek Ismailov, disse à agência russa Interfax que os combates na capital são encarniçados e há luta em seis distritos.
Encorajados pela ofensiva bem-sucedida após semanas de frustradas tentativas, militares russos asseguraram ontem que dentro de três ou quatro dias controlarão toda a cidade.
A operação terrestre ocorreu após vários dias de bombardeios aéreos maciços. ‘‘A fase decisiva da libertação de Grozny começou’’, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Konstantin Kukharenko.
Não há, porém, informações de fontes independentes que confirmem a tomada do centro e esta não é a primeira vez que os russos anunciam estar na iminência de conquistar a cidade.
Nas outras vezes em que os militares se gabaram de estar a ponto de capturar Grozny, foram rechaçados em contra-ataques rebeldes e sofreram pesadas baixas. No domingo, os russos que não conseguiam avançar mais desde o lançamento de seu assalto, no dia 25 de dezembro, lançaram de novo sua ofensiva.
O responsável checheno afirmou que os russos perderam mais de 200 soldados desde segunda-feira e que as perdas chechenas chegam a 15 mortos. Desde o lançamento do assalto contra Grozny, as perdas russas já ultrapassam os 500 mortos. Os ataques eram tão violentos que os soldados russos temiam também ser suas próprias vítimas.
Cerca de 40 mil moradores, de uma população de 360 mil antes do início da guerra, em setembro, permanecem na cidade, abrigados em porões e com escassos suprimentos de alimentos. A ofensiva russa prossegue também na região montanhosa do sul, alvo da maioria das 150 missões da aviação entre segunda-feira e ontem.
O recrudescimento dos combates coincidiu com a visita de uma delegação do Conselho Europeu – entidade promotora da democracia e dos direitos humanos no continente – às regiões chechenas sob controle da Rússia e à vizinha república russa da Ingushétia, onde cerca de 200 mil chechenos se refugiaram.
O ministro russo da defesa, Vladimir Rushailo, que acompanha a delegação do Conselho da Europa no Cáucaso, afirmou que a ofensiva entrou em sua fase final.Comando militar russo afirma que tropas federais tomaram a região central da capital. Rebeldes negam em página na Internet
France PresseInferno no CáucasoO ministro da Defesa Vladimir Rushailo (d) disse na Ingushétia que a ofensiva está no fim. Ao seu lado o britânico Russel Johnston, da delegação européia

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