CairoO presidente do Sudão, Omar Hasan al Bashir, ordenou ao Exército que ataque ''em todas as frentes'' as posições do Exército Popular para a Libertação do Sudão (EPLS), depois que as duas partes suspenderam as negociações de paz no Quênia. Bashir se reuniu segunda-feira à noite com altos oficiais do Exército para examinar a situação no sul do país, depois que o EPLS capturou a cidade estratégica de Turit, perto da fronteira com Uganda, informou ontem a emissora estatal sudanesa captada no Cairo.
''Reiteramos ao traidor John Garang (líder do EPLS) e aos colaboradores dele que as Forças Armadas lhes darão uma lição inesquecível e lhes farão ver que com a guerra não alcançarão seus objetivos'', declarou Bashir durante a reunião, segundo o porta-voz do Exército sudanês, general Mohamed Bachir Suleiman.
O presidente sudanês decidiu retirar a delegação de Cartum das negociações com o EPLS em protesto pela tomada de Turit.
Foi essa a cidade onde teve início em 1955, a primeira rebelião do sul, cuja população é na maioria cristã e animista, em comparação com o norte muçulmano.
A suspensão das negociações é vista como um forte golpe contra o acordo assinado pelo governo de Cartum e o EPLS em 20 de julho na cidade queniana de Machakos, que foi considerado o maior avanço para acabar com a guerra civil sudanesa desencadeada em 1983.

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