Ofensiva israelense em Gaza deixa mais de 120 mortos
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sábado, 12 de julho de 2014
France Presse 
Jerusalém - Os ataques aéreos israelenses contra Gaza prosseguiam ontem, no quinto dia de uma ofensiva que provocou a morte de mais de 120 palestinos.
O movimento radical Hamas, que governa a Faixa de Gaza, manteve a postura de desafio e lançou seis foguetes contra Israel desde meia-noite. O grupo rejeita os apelos internacionais pelo fim das hostilidades e alega que Israel deve aplicar o cessar-fogo primeiro.
Em um esforço diplomático para tentar acabar com a violência, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para oferecer a mediação e restabelecer a calma no Oriente Médio.
Mas em uma entrevista coletiva, Netanyahu descartou o fim da ofensiva militar contra Gaza antes de alcançar o objetivo de deter os ataques do Hamas.
"Nenhuma pressão internacional nos impedirá de atacar, com toda nossa força, as organizações terroristas que proclamam nossa destruição", declarou Netanyahu.
Depois de semanas de ataques com foguetes, Israel parece decidido a aplicar um golpe fatal no Hamas. Ao mesmo tempo, Ismail Haniya, ex-primeiro-ministro de Gaza e principal nome do Hamas no território, descartou a possibilidade de interromper as hostilidades.
"Israel começou esta agressão e tem que parar. Nós estamos apenas nos defendendo", disse.
Intervenção terrestre? Os preparativos para um possível ataque terrestre continuam e Israel já convocou 40 mil reservistas.
O novo conflito é o mais violento desde a operação "Pilar de Defesa" de novembro de 2012. Os ataques dos dois lados na ocasião provocaram as mortes de 177 palestinos e de seis israelenses.
Em Gaza, 16 palestinos morreram neste sábado em uma onda de bombardeios israelenses. No total, a operação israelense "Protective Edge" ("Barreira Protetora") deixou até o momento 126 mortos e 700 feridos, em sua maioria civis.
O exército israelense anunciou que "afetou significativamente as capacidades do Hamas". Até o momento não foram registradas vítimas fatais do lado israelense, apenas feridos.
O novo episódio de violência começou após o sequestro e assassinato de três estudantes israelenses no início de junho na Cisjordânia ocupada, crimes que Israel atribuiu ao Hamas. Pouco depois, um jovem palestino foi assassinado em Jerusalém por judeus de extrema-direita.
A ofensiva de Israel contra Gaza provocou uma onda de protestos dos países árabes.
Com a crise em Gaza, 34 associações humanitárias internacionais apelaram por um cessar-fogo e pelo respeito aos direitos humanos no território palestino.
A Anistia Internacional pediu à ONU uma investigação internacional independente sobre as violações do direito internacional dos dois lados.


