OFENSIVA DIPLOMÁTICA - Visita histórica de Lula ao Oriente Médio
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou ontem a Jerusalém para a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro a Israel e territórios palestinos. O programa oficial começou com um encontro entre Lula e o presidente israelense, Shimon Peres. Lula, que viaja acompanhado de uma delegação de 80 empresários, deveria se reunir ainda ontem com o premier israelense, Benjamin Netanyahu, e a líder da oposição, Tzipi Livni. A visita de Lula ocorre em meio a uma crise entre Israel e Estados Unidos, seu maior aliado, após o anúncio, na semana passada, pelo governo de Netanyahu, da construção de 1.600 casas suplementares em Jerusalém oriental. O Brasil fez coro à condenação internacional contra a decisão israelense de construir novas casas no setor majoritariamente árabe da cidade santa, anexado em 1967 pelo Estado hebraico.
Durante a visita, a principal diferença entre o Brasil e Israel deverá ser o tema nuclear do Irã, considerado pelos dirigentes israelenses a principal ameaça ao seu país. Em entrevista concedida a vários meios de comunicação israelenses, entre eles o jornal Haaretz, Lula insistiu na posição de ser contrário à adoção de novas sanções contra o Irã. Temos que evitar fazer no Irã o que fizemos no Iraque. E antes de qualquer sanção, temos que fazer tudo o que for possível para favorecer a paz no Oriente Médio, disse, na entrevista publicada na semana passada. Por isso, visito Israel, Palestina e Jordânia e, por este motivo, visitarei o Irã em maio, afirmou.
● A viagem de Lula ao Oriente Médio representa o mais importante esforço feito até agora pelo governo para tentar situar o Brasil como interlocutor para as negociações entre israelenses e palestinos
● Esta forte ofensiva diplomática do governo brasileiro visa conquistar um cargo permanente no Conselho de Segurança da ONU se houver uma reforma na organização
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





