Tegucigalpa, Honduras - A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) deixou Honduras ontem frustrando expectativas de um acordo que desse fim aos mais de cem dias de crise política e institucional no país.
  Chanceleres e diplomatas de uma dezena de países das Américas foram a Tegucigalpa com um discurso uníssono em que pediam a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya. Menos de 24 horas depois, foram embora entregando as negociações nas mãos dos hondurenhos. ‘‘Este será um diálogo exclusivamente hondurenho. Honduras é uma família dividida que precisa se reconciliar’’, disse Bruno Stagno, ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, minutos antes de a delegação inteira seguir para o aeroporto.
  Os representantes chegaram a Tegucigalpa na quarta-feira com um discurso que exigia a restituição da democracia do país. O comunicado sobre os resultados da missão lido na manhã de ontem aos jornalistas, que esperavam por uma coletiva de imprensa, mostrou um recuo nas reivindicações internacionais. Os chanceleres falaram em restauração das garantias constitucionais -em tese, a volta de Zelaya; na prática, qualquer solução hondurenha aprovada por Congresso e Suprema Corte-, liberdade de imprensa, com a reabertura dos meios de comunicação fechados, e um tratamento ‘‘digno’’ ao presidente deposto durante as negociações, com sua saída da embaixada brasileira.

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