Estados Unidos, União Europeia e Canadá anunciaram no dia 17 de março sanções contra autoridades russas, como forma de pressionar Moscou depois que a Crimeia proclamou sua independência e integração à Rússia.
Essas decisões de países aliados não intimidaram o presidente russo, Vladimir Putin, que assinou o decreto com o qual reconhece a independência da República ucraniana da Crimeia, informaram agências de notícias russas.
"Levando-se em conta a vontade dos povos da Crimeia expressa durante o referendo do dia 16 de março de 2014", a Rússia decidiu "reconhecer a República da Crimeia como Estado soberano e independente, onde a cidade de Sebastopol tem um status especial", segundo o texto do decreto publicado pelo Kremlin.
Ocupada por tropas russas, a Crimeia votou em massa a favor da anexação da região pela Rússia em um referendo considerado ilegal por Kiev e pela comunidade internacional.
Em resposta a esses fatos, Kiev iniciou uma mobilização parcial de suas tropas e convocou seu embaixador na Rússia.
As sanções ocidentais, anunciadas quase ao mesmo tempo em Washington e Bruxelas, e pouco depois em Ottawa, envolvem uma quantidade bastante limitada de autoridades russas. A princípio, não afetam o presidente russo, mas sim seus assessores.
O presidente americano, Barack Obama, advertiu que está disposto a impor mais sanções, se Moscou não mudar de postura. "Novas provocações apenas vão aumentar mais o isolamento da Rússia e reduzir sua estatura no mundo", declarou Obama.

Oficialmente República Autônoma da Crimeia, é uma península situada na costa setentrional do Mar Negro, que politicamente integra a Federação Russa

É a maior cidade e capital da Ucrânia, localizada na região centro-norte do país. É uma das maiores e mais antigas cidades da Europa

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